Aroldo, eu, neófita, escritora sem livros, que mal comecei a arrumar as malas para a grande viagem de descoberta no mundo da poesia(mundo excitante, com suas próprias aventuras e leis), tento humildemente, desnuda de qualquer esnobismo, sem saber nada a respeito, apenas com o espírito leve – dizer-te o quanto me honras ao confiar-me teus tesouros, “senhor eremita” – o qual foi ferido pelo mundo ao ponto de esquecer a condição de gente e individualizar-se na forte espiritualidade que adquiriu correndo antigas estradas indecifráveis... O mais que eu tente dizer a teu respeito é desnecessário. E quanto a tua poesia... é inefável!


Marta Viana
Ilhéus/BA, 2003