POEMA INSANO
(Harmonia Dissonante)

Polidos modos atrelados
Aos traços vãos, sorrisos fracos
Moldados nos rostos marcados
Pelos silêncios dos macacos.

Pólipos loucos indivíduos
Cansados, tortos, desunidos
Nos movimentos sãos, inócuos.
Típicos brados aguerridos,

Amados medos corriqueiros,
Sensos abertos, mandingueiros.
Suados laços afogados

Nos rios secos, poluídos,
Sujos, imundos, refundidos
Aos soltos córregos dos prados.

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